Novo Skoda Fabia: tudo sobre a quarta geração. Mas ainda camuflado…

Publicado por Standocasião há 1 mês

A Skoda decidiu libertar o essencial da informação relativa ao novo Fabia, antes mesmo da sua apresentação oficial. As imagens são de protótipos de desenvolvimento, ainda significativamente camuflados, mas, apesar disso, é possível ficar já a conhecer os atributos fundamentais da quarta geração do compacto checo, originalmente lançado em 1999, e com mais de 4,5 milhões de unidades vendidas desde a chegada do modelo original.


Visualmente, o “disfarce” envergado pelos modelos que protagonizam as fotografias disponibilizadas pela casa de Mladá Boleslav ainda não permitem visualizar na íntegra a aparência definitiva do novo Fabia, mas fica a promessa de um estilo mais assertivo do que nunca, desde logo marcada pelas ópticas dianteiras com luzes diurnas por LED (grupos ópticos integralmente por LED em opção, tanto os dianteiros como os traseiros). Mais concreto, o seu desempenho aerodinâmico, comprovado pelo Cx de apenas 0,28 (0,32 na anterior geração), que faz deste o automóvel aerodinamicamente mais eficiente do seu segmento, e o qual foi alcançado mercê do recurso a soluções como a tomada de ar inferior dianteira com cortina activa, o deflector traseiro de maiores dimensões, as caixas dos espelhos optimizadas ou os doze painéis, em vez dos anteriores três, que cobrem o fundo do veículo.


Primeiro modelo da Skoda assente na nova plataforma MQB-A0 do Grupo VW, o Fabia da quarta geração beneficia, por isso mesmo, de novas e evoluídas soluções nos domínios da segurança e dos sistemas avançados de assistência ao condutor. Pode montar até nove airbags (sendo opcionais o airbag para os joelhos do condutor e os laterais traseiros), estando, ao mesmo tempo, disponíveis, de série ou em opção, consoantes as versões, dispositivos como o assistente activo à manutenção na faixa rodagem, o. cruise control adaptativo (possível de utilizar até aos até 210 km/h), o sistema de leitura de sinais de trânsito, a monitorização activa do ângulo morto, ou o assistente de estacionamento Park Assist.


Por outro lado, com 4107 mm de comprimento, 1780 mm de largura, 1460 mm e 2564 entre eixos, o novo Fabia cresceu em todos os sentidos (110 mm em comprimento, 48 mm em largura e 94 mm entre eixos), excepto em altura (menos 7 mm), sendo a largura de vias de 1525 mm na frente, e de 1509 mm atrás. Atributo que, naturalmente, se reflecte num espaço mais generoso para passageiros e bagagens, com a capacidade da bagageira a atingir 380 litros (mais 50 litros do que no seu predecessor) com os cinco lugares montados, podendo chegar aos 1190 litros com o banco traseiro rebatido, assim se assumindo como uma das maiores da classe.


Disponibilizado em três níveis de equipamento logo desde o lançamento (Active, Ambition e Style), o modelo também promete oferecer um interior mais confortável e acolhedor, e, também, mais tecnológico, merecendo aqui menção o painel de instrumentos simétrico “flutuante” (em estreia no Fabia, o painel de instrumentos totalmente digital Virtual Cockpit de 10,2”), assim como o sistema de infoentretenimento com ecrã de 6,8” ou 9,2”, mais uma vez, dependendo das versões. Obviamente, também não foram esquecidas as engenhosas soluções destinadas a melhorar o uso quotidiano do veículo, que a Skoda denomina como Simply Clever: são nada menos do que 43, 13 das quais novas no Fabia, e cinco delas inéditas na própria Skoda, podendo aqui destacar-se as costas do banco do passageiro dobráveis, a tomada USB-C instalada no retrovisor interior, as duas bolsas para smartphones traseiras, o suporte para copos removível, o compartimento de arrumação na bagageira ou a cortina removível do tecto panorâmico.


Por fim, a gama de motores, integralmente composta por unidades a gasolina, e todas de três cilindros em linha, excepção feita à mais poderosa. Na base da oferta estará o 1.0 MPI combinado com uma caixa manual de cinco velocidades, nas suas versões de 65 cv e 95 Nm (mais 5 cv do que na anterior geração), e de 80 cv e 95 Nm. Segue-se o 1.0 TSI, com turbocompressor e injecção directa de gasolina, nas suas derivações de 95 cv e 175 Nm (caixa manual de cinco velocidades), e de 110 cv e 300 Nm (caixa manual de seis velocidades de série, caixa pilotada DSG de dupla embraiagem e sete relações em opção) – duas unidades motrizes que, quando conjugadas com o opcional depósito de combustível de 50 litros (40 litros de série) permitem usufruir de uma autonomia superior a 950 km, graças a um consumo médio ligeiramente superior a 5,0 l/100 km. Já a nova versão de topo é animada pelo quatro cilindros 1.5 TSI de 150 cv e 250 Nm, sempre conjugado com a caixa DSG de sete velocidades.



Autor: António de Sousa Pereira, Absolute Motors.

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