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Maserati MC20 é oficial. E primeiras imagens do Granturismo e novo SUV

Publicado por Standocasião há 2 meses

Com o MC20, a Maserati entra oficialmente no que designa como uma nova era da sua existência. O novo superdesportivo já pode ser encomendado, e tem início de produção marcado para o final do ano, tendo sido revelado num impressionante evento, baptizado como “MMXX: Time to be audacious”, levado a cabo em Modena e transmitido em directo via live streaming para todo o mundo. Evento que serviu, ainda, para mostrar as primeiras imagens, sob a forma da respectiva silhueta, quer do novo Granturismo (que contará com uma versão que constituirá o primeiro modelo 100% eléctrico da casa do Tridente), quer de um SUV totalmente inédito, ainda sem nome conhecido e a posicionar abaixo do Levante – ambas propostas a lançar em 2021.


Com a sua designação a aludir a Maserati Corse (o departamento de competição da marca italiana, reponsável pelo seu desenvolvimento) e a 2020 (ano do seu lançamento e do arranque da referida nova era do seu construtor), o MC20 é o primeiro superdesportivo da Maserati desde o MC12, lançado em 2004, e, tal como este, também servirá para permitir ao fabricante transalpino regressar a competição. Só que, desta feita, apostando mais forte na vertente comercial, tendo, por isso, já confirmadas as versões coupé, a única para já revelada, descapotável e totalmente eléctrica.


O MC200 mede 4669 mm de comprimento, 1965 mm de largura e 1224 mm de altura, para uma distância entre eixos de 2700 mm, e vias com uma largura de 1681 mm na frente e 1649 mm atrás. As suas irresistíveis linhas exteriores foram elaboradas em cerca de 24 meses, tendo como principal fonte de inspiração a identidade histórica da marca, nomeadamente o MC12, mas interpretando-a de forma contemporânea, sem negligenciar valores como a elegância, a performance ou conforto integrados, nem mesmo uma personalidade distinta, garantida por forma inconfundíveis, que tornam este superdesportivo único. Porventura em destaque principal, as portas de abertura vertical do tipo asa de borboleta, não só belas como funcionais, por facilitarem o acesso e saída do habitáculo; a apurada aerodinâmica (que obrigou a mais de 2000 horas de trabalho no túnel de vento da Dallara), patente num Cx inferior a 0,38.


O habitáculo foi integralmente desenvolvido tendo o condutor como elemento fulcral: formas simples e poucas arestas, podendo ainda aí ser encontrados dois ecrãs de 10” (um para o painel de instrumentos, outro para o sistema de infoentretenimento) e a consola central revestida a fibra de carbono, com apenas alguns elementos – base do sistema de carregamento por indução para smartphones; selector dos modos de condução; botões de comando da caixa; e comandos dos vidros eléctricos e do sistema multimédia. Todos os restantes comandos estão montados no volante, com o botão da ignição à esquerda, o da função launch control à direita e as patilhas de selecção das mudanças atrás dos respectivos braços. O depósito de combustível tem 60 litros de capacidade, existindo dois compartimentos para o transporte de bagagens (um na frente, com 50 litros; o outro, atrás, com  100 litros).


No que à unidade motriz diz respeito, montada em posição central, a Maserati havia já dado a conhecer as especificações do primeiro motor (saiba tudo aqui) a ser produzido, em mais e vinte anos, pela própria Maserati, na sua fábrica de Modena – como, aliás, acontece com todo o veículo. Um V6 a 60° com 3000 cc, distribuição variável e dupla sobrealimentação, denominado Nettuno, que recorre a tecnologia oriunda da Fórmula 1 (como seja o sistema de alimentação principal, por injecção directa de gasolina, combinado com um outro de injecção indirecta lateral) e oferece uns muito respeitáveis 630 cv/7500 rpm e um binário máximo de 730 Nm, constante entre as 3000-5500 rpm. Tem acoplada uma caixa pilotada DCT de dupla embraiagem e oito velocidades, que transmite a força motriz exclusivamente ao eixo traseiro, equipado de série com um diferencial autoblocante mecânico (diferencial autoblocante electrónico disponível em opção).


Perante estes valores, só se poderiam esperar prestações de excepção: 2,9 segundos nos 0-100 km/; 8,8 segundos nos 0-200 km/h; velocidade máxima superior a 325 km/h. Para as mesmas contribuindo, igualmente, uma relação peso potência de não mais do que 2,33 kg/cv (anunciada como a melhor da classe), possível graças a um peso inferior a 1500 kg, em boa parte alcançado pelo profuso recurso à fibra de carbono, nomeadamente na monocoque, com menos de 100 kg de peso. Para lidar com este potencial, o condutor do MC20 tem à sua disposição não só cinco modos de condução (GT, Wet, Sport, Corsa e ESC Off, que desactiva a electrónica), como uma suspensão por triângulos sobrepostos em ambos os eixos, jantes de 20” (revestidas por pneus de medida 245/35 na frente, e 305/30 atrás) e um potente sistema de travagem, com discos ventilados com 380 mm de diâmetro no eixo dianteiro, e 350 mm no eixo traseiro (em opção, discos carbocerâmicos, com diâmetro de 390 mm e 360mm, respectivamente).


Autor: António de Sousa Pereira, Absolute Motors.

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