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Novo Bugatti Bolide: 1850 cv, 1240 kg, mais de 500 km/h!

Publicado por Standocasião há 4 semanas

Bugatti Bolide: estudo experimental de um hiperdesportivo totalmente orientado para circuito. As suas credenciais: motor 8.0-W16 com 1850 cv e 1850 Nm; 1240 kg de peso; relação peso/potência de 0,67 kg/cv (e peso/binário de 0,67 kg/Nm…); velocidade máxima superior a 500 km/h; prestações, eficácia e agilidade ao nível de um Fórmula 1; tempo de 3:07.1 numa volta ao circuito de Le Mans; tempo de 5:23.1 numa volta ao não menos mítico Nordsclheife, em Nürburgring.


Como será fácil de perceber, tudo no Bolide foi optimizado no sentido da máxima performance, da absoluta eficácia – sendo o seu único luxo os dois lugares disponíveis. Depois, há um sem número de soluções técnicas de vanguarda a ter em conta, sendo disso exemplo todos os parafusos, e outros elementos de fixação, construídos em titânio; os vários inúmeros elementos ultrafinos (0,5 mm) de extrema resistência, comcebidos numa liga de titânio de origem aeroespacial impressa em 3D; o veio de transmissão em fibra de carbono com extremidades em titânio impressas em 3D; a monocoque em carbono concebida ao estilo das dos monologares de F1.


Dotado de todos os dispositivos de segurança exigidos pelos regulamentos da FIA, o Bolide tem 995 mm de altura (a mesma do emblemático Type 35, cujo conceito lhe serviu de inspiração, e menos 300 mm do que o Chiron), para uma largura de 1990 mm e uma distância entre eixos de 2750 mm. As suspensões por triângulos sobrepostos em ambos os eixos são do tipo push-rod, com amortecedores horizontais em que os respectivos reservatórios de óleo estão montados no seu interior.


As jantes forjadas em magnésio, com porca de fixação central, pesam cada qual 7,4 kg na frente, e 8,4 kg atrás, sendo as primeiras revestidas por pneus com 300 mm de largura, e as traseiras por pneus com 400 mm de largura (no Chiron, os pneus dianteiros são de 285 mm, e os traseiros de 355 mm. Para abreviar as operações de troca de pneus e reabastecimento, foram instalados macacos pneumáticos e um sistema de enchimento rápido do depósito de combustível.


Quanto ao sistema de travagem de alta performance, tal como na F1, recorre a disco cerâmicos, com pinças que pesam somente 2,4 kg cada – compressores radiais, com ventoinhas em carbono-titânio, asseguram o respectivo arrefecimento. Ao mesmo tempo, e em estreia mundial, o revestimento exterior da tomada de ar instalada no tejadilho conta com bolhas que se insuflam alta velocidade, permitindo reduzir em 10% a resistência aerodinâmica, e em 17% a sustentação – tendo o fluxo de ar que incide sobre a asa traseira sio, igualmente, optimizada, por forma a que, a 320 km/h, a dowmforce seja já de 800 kg sobre o eixo dianteiro, e de 1800 kg sobre o eixo traseiro.


Quanto ao motor e transmissão (especialmente a caixa de velocidades), foram profundamente modificados para lidar com as extremas capacidades do Bolide e com as exigências de uma condução em circuito. Neste particular, menção para os novos sistemas de admissão e escape, para uma resposta ainda mais espontânea e intensa; para os quatro novos turbocompressores, capazes de oferecer maior pressão a alta velocidade; e para o circuito lubrificação alterado para lidar com as elevadas forças centrífugas.


Nota final para os dois radiadores a água instalados junto ao eixo dianteiro. O ar fresco dos mesmos proveniente destina-se não só a alimentar os permutadores de calor ar-ar do sistema de sobrealimentação, como os radiadores de óleo que garantem a estabilidade térmica do motor, da transmissão e do diferencial.



Autor: António de Sousa Pereira, Absolute Motors.

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