Ao volante do renovado Citroën C3. Todos os preços para Portugal

Publicado por Standocasião há 4 semanas

Já está à venda em Portugal a mais recente evolução da terceira geração do Citroën C3, o segundo modelo mais vendido no seu segmento em Portugal (onde detém a segunda maior quota de mercado a nível europeu, logo a seguir a França), que a Absolute Motors teve já oportunidade de conduzir. As alterações operadas passam não só pela “inevitável” revisão estética, mas também por melhorias nos domínios do conforto, da segurança, da tecnologia e da conectividade.


Depois de ter estreado, em 2016, a nova linguagem de design da marca do double chevron, depois adoptada por modelos como o C3 Aircross, o C4 Cactus ou o C5 Aircross, o actualizado C3 volta a contar com uma personalidade estilística muito própria, muito por culpa da evolução registada na secção dianteira, inspirada no protótipo CXperience, revelado no Salão de Paris de 2016. Em destaque, neste particular, os novos chevrons, que através de uma faixa cromada se unem às luzes de circulação diurna; as ópticas por LED de novo desenho; e as molduras dos faróis de nevoeiro coloridas. A isto havendo que juntar as jantes de maiores dimensões (16” ou 17”), os alargamentos dos guarda-lamas, a decoração nos pilares posteriores (evocativos das cápsulas que compõem os célebres Airbump), os farolins traseiros por LED com efeito tridimensional, e os chevrons em preto brilhante com contorno cromado aplicados no portão traseiro.


A Citroën reforça, ainda, a aposta na personalização para o seu utilitário, que passa a ser disponibilizado em nada menos do que 97 combinações exteriores (36 combinações na anterior geração), resultado da combinação entre sete cores exteriores (duas delas novas), quatro Packs Color (apontamentos coloridos nas molduras dos faróis de nevoeiro e nos Airbump) e quatro cores para tejadilho, caixas dos espelhos e decoração dos vidros traseiros (uma das quais, azul esmeralda, nova).


Para o habitáculo também existem vários ambientes à escolha: o proposto de série, e dois opcionais – um de carácter mais elegante (denominado Techwood e alusivo à madeira e ao design de mobiliário escandinavo), o outro mais dinâmico (em azul esmeralda). Tendo no interior sido ainda aplicado o conceito Advanced Comfort da casa francesa, em que destacam os bancos do tipo poltrona, com uma espuma mais espessa e apoio lombar reforçado, e reguláveis em altura na frente.


Menção obrigatória, igualmente, para a conectividade, com o novo C3 a oferecer vários serviços neste domínio, casos do Connect Assist (assistência em caso de emergência), do Connect Nav (navegação conectada Tom Tom Traffic) e do Connect Play (ligação avançada Mirror Screen para smartphones). Quanto aos sistemas de assistência à condução, aos onze já conhecidos da anterior geração do C3 junta-se, agora, a assistência ao estacionamento dianteiro, a cargo de seis sensores montados no pára-choques.


Já a gama de motores é composta por uma unidade Diesel e outra a gasolina, esta proposta em dois níveis de potência. A opção a gasóleo é protagonizada pelo 1.5 BlueHDi de 110 cv e 250 Nm, combinado com uma caixa manual de cinco velocidades; as variantes a gasolina assentam no três cilindros turbocomprmido 1.2 PureTech, nas suas declinações de 83 cv (caixa manual de cinco velocidades) e 110 cv (caixa manual de seis velocidades, ou, opcionalmente, automática com igual número de relações).


No mercado nacional, a gama do renovado C3 articula-se em torno destas três opções motorização e quatro níveis de equipamento, esperando-se o C-Series seja o preferido do público português. Na base da oferta está o C3 1.2 PureTech de 83 cv, proposto por €16 372 no nível Feel Pack, por €17 172 no nível C-Series e por €17 472 no nível Shine. Pelo C3 1.2 PureTech de 110 cv são pedidos €18 372 no nível C-Series, €18 672 no nível Shine ((€19 872 com caixa automática) e €19 972 no nível Shine Pack (€21 172 com caixa automática). Por fim, o C3 1.5 BlueHDi está orçado em €20 972 com o nível Feel Pack, em €21 772 com o nível C-Series, em €22 072 com o nível Shine, e em €23 372 com o nível Shine Pack.


Em terras de Espanha foi possível ter um primeiro contacto com o C3 da nova geração, na sua versão equipada com o motor a gasolina de 110 cv e caixa manual. Num percurso com algumas dezenas de quilómetros, foi possível confirmar as virtudes dos novos bancos Advanced Comfort no capítulo que motivou a respectiva concepção – o conforto –, sublinhado, igualmente, por uma suspensão por demais eficiente a absorver as irregularidades do piso, garantindo que boa parte das mesmas acabam por ser imperceptíveis para os ocupantes.


A dinâmica de condução mantém-se em patamar elevado sempre que o C3 1.2 PureTech de 110 cv seja utilizado de acordo com a sua vocação, já que a referida apetência (e competência) para oferecer uma comodidade de nível superior permite alguma adornar da carroçaria em curva nas solicitações mais exigentes, não se revelando, naturalmente, como a mais apta para grandes correrias, mesmo que este seja sempre um automóvel previsível e, inclusivamente, fácil de dominar, mesmo em situações limite.


O premiado três cilindros de 110 cv continua a ser merecedor de elogios pela suavidade e silêncio de funcionamento exibidos, tendo em conta a sua arquitectura, destacando-se ainda pela boa capacidade de resposta na maioria dos regimes, traduzida em boas prestações (198 km/h de velocidade máxima; 9,4 segundos nos 0-100 km/h), e pelos consumos comedidos – predicados para que também contribui uma caixa de velocidades precisa e bem escalonada face aos seus propósitos. Uma análise mais completa e detalhada fica, naturalmente, agendada para breve, quando surgir a oportunidade de testar o modelo em território nacional.


Autor: António de Sousa Pereira, Absolute Motors.

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