Ford estuda o cérebro dos condutores para encontrar as falhas de concentração ao volante

Publicado por Standocasião há 1 mês

A Ford está a desenvolver novas pesquisas cerebrais que podem, em última análise, conduzir a uma forma mais rápida e precisa de deteção do preciso momento em que o condutor começa a desconcentrar-se ao volante.  

Alertar antecipadamente os condutores que estão cansados ou distraídos pode ajudar a reforçar a sua segurança, dos passageiros e dos demais utentes da estrada, sendo o cansaço do condutor citado como um fator preponderante em até 25 por cento dos acidentes rodoviários fatais e graves. 

“O cérebro processa enormes quantidades de informação quando estamos a conduzir, mas isso pode mudar à medida que as tecnologias de assistência ao condutor assumem uma quota parte da condução que normalmente é feita por todos nós. Quando cansados, os condutores perdem concentração e as suas mentes tendem a divagar. Identificar mais rapidamente quando tudo isto acontece pode ser de importância crítica”, sublinha Stefan Wolter, engenheiro de investigação do Departamento de Investigação e Engenharia Avançada da Ford Europa.

https://youtu.be/M29ybPl7V1Y

Ao trabalhar juntamente com neurocientistas, a Ford espera que, ao identificar as respostas cerebrais que revelam lapsos de concentração, possa ser possível fazer corresponder os dados dos exames com as suas manifestações físicas, como alterações no ritmo cardíaco ou na respiração.

Se uma perda de concentração se tornar aparente através, por exemplo, de uma alteração na variação do ritmo cardíaco detetada através das tecnologias utilizadas, o veículo poderá então alertar o condutor.

A Ford está a realizar esta investigação sobre o mapeamento de padrões cerebrais relativos às reações do condutor num processo conjunto com a Uniklinik RWTH Aachen, na Alemanha.

Os testes envolvem os participantes em simulações de condução, enquanto a atividade cerebral de cada um deles é digitalizada por um equipamento de Ressonância Magnética por Imagem (MRI). Um espelho especialmente posicionado permite que os participantes vejam essa simulação num ecrã.  

Concebido com recurso a tecnologia de videojogos, o cenário envolve uma autoestrada de três faixas percorrida à noite, onde um veículo na faixa do meio trava subitamente e o participante tem de assumir o controlo e desviar o carro para a esquerda ou para a direita, utilizando para tal um dispositivo portátil.

Os participantes são também induzidos por sons do motor para indicar qual a faixa para onde é seguro deslocar-se.

O equipamento de MRI faz um varrimento do cérebro antes e durante estas ações, enquanto os investigadores medem a rapidez com que o participante reage e se o mesmo toma a decisão certa, monitorizando as alterações do ritmo cardíaco, ritmo respiratório e outras medições fisiológicas.  

“Acreditamos que ao recolher estes dados poderemos ser um dia capazes de gerar impressões digitais fisiológicas únicas, para que os condutores dos veículos do futuro possam estar preparados para reagir e intervir imediatamente, caso seja necessário”, referiu o Klaus Mathiak M.D. Ph.D., Chefe de Psiconeurobiologia e consultor principal de Medicina de Psiconeurobiologia da Uniklinik RWTH Aachen.

Novidades

Ver Todas